Agora todos fazem Branding – será mesmo?

Dia desses me peguei pensando a respeito do branding aqui no Brasil, e curiosamente percebi o quanto as pessoas utilizam o seu santo nome em vão principalmente, quando se procura como ganhar dinheiro na internet de forma honesta e comprovada.

Branding para todos – Artigo Polêmico

Hoje não é raro nos depararmos com empresas de diversos segmentos que passaram a oferecer mais este “prato em seu cardápio”. Sejam agências de propaganda, empresas especializadas em web, assessorias de imprensa, gestores de redes sociais, estúdios de ilustração, empresas de eventos, gráficas, fotógrafos, bureaus de pré-impressão, enfim, dentro de pouco tempo, encontraremos oferta de branding até mesmo em lojas de conveniência de postos de combustível ou até nas “vending machines” mundo afora.

imagem ilustrando branding

Não recrimino os que caem de pára-quedas no setor, e nem tenho a pretensão de achar que o “produto branding” seja ou deva estar restrito a um só segmento do mercado de comunicação, mas penso: será que fazer branding é tão fácil assim, ao ponto de novos players, oriundos de diversos setores não tão focados assim em construção de marca, passarem a oferecer esta expertise do dia para noite com maestria?

Estaríamos anos a fio estudando, desenvolvendo e aperfeiçoando uma habilidade que qualquer um pode facilmente dominar de uma hora para outra?

Sei que em muitas situações os clientes simplesmente não percebem as abissais diferenças que separam uma boa marca de uma ruim, mas este seria então o motivo ideal para que toda sorte de aventureiros passassem a se dedicar instantaneamente a oferecer este tal branding para seus clientes?

E estes clientes, quem zela pelo resultado final de um projeto feito por um “instanting brander”?

O que é o branding?

Tudo isso me remete a uma filosofia oriental, especialmente a japonesa, onde valoriza-se muito cada detalhe, de cada parte, objetivando atingir a perfeição na construção do todo. Em resumo, lá existe a arte de se desembainhar uma espada, a arte de se fazer o CORTE com a espada, a arte de se MOVIMENTAR com a espada, até se chegar na arte do COMBATE propriamente dito.

Enfim, tudo muito minucioso e específico, e é com isso que me identifico. Explorar ao máximo as habilidades do profissional nas suas expertises e não tentar abraçar o mundo, fazendo “de tudo um pouco”, invariavelmente de forma desfocada, pretensiosa e bastante perigosa. Filosofia esta que se assemelha a do “PATO”, que no afã de fazer tudo, não canta, não nada, não voa e nem anda direito.

O que é branding e como fazer?

E a desculpa oficial para o grand finale deste comportamento, vem sempre sob o discurso de se oferecer uma comunicação 360º que seria o grande “pacote solucionador” de todas as dores que afligem o cliente, assim o fornecedor se posiciona como salvador da pátria para o seu grande provedor.

Branding para empresa

E pensar que para isso, até o tal branding já estão fazendo do dia para a noite hoje em dia. Para finalizar, vou contar mais uma historinha, que sempre acontece ao me perguntarem aonde quero ir quando saímos a noite, e eu digo: Para comermos pizza, vamos à uma pizzaria, para churrasco, churrascaria, uma massa, uma boa cantina italiana, e assim por diante.

Procuro nunca pedir peixe numa sorveteria ou um churrasco numa cafeteria, e é por essas e outras que eu ainda insisto em dizer: se querem uma boa marca, procurem um escritório de branding, nunca uma empresa de web, uma empresa de eventos, gestores de redes sociais.